Bom todos ja sabemos que ....
Nesse domingo extraordinário tem o que??!! GRENAL no Atilio Paiva... mas que ta todo mundo achando caro isso ta.. ainda mais p/ ver os reserva joga...
E vai lotar.. ai vai uma dica: quem quizer fazer lanches tem que ir cedo poisna saida é um Deus nos acuda..
Todos loucos de fome.. da outra vez teve gente que foi fazer lanche em Rosario imagina minha gente.
Posso dizer que tem lanche aqui em Livramento muito bom.. Nào é só la em Rivera viu..
Temos o do Braz e ali na BR outros mais.
Então ta ai Grenal de PAZ entre torcidas.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Olha que pesquisando sobre nossa city encontrei essa que vale apena olhar..
Por Luciano Machado
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Para quem não conheceu o bar do Cabellito, ficava ali em frente ao Parque Internacional e era o local de encontro de boêmios e jogadores desta mui valorosa “Fronteira da Paz”.
O episódio a seguir aconteceu na década de 50, quando esta fronteira ainda era o palco da vida noturna, envolvendo toda uma variedade de espetáculos singulares. Era por assim dizer um centro de prazeres e atrações que fazia destas duas cidades, Sant’ Ana do Livramento e Rivera, unidas e irmanadas, o melhor lugar do mundo, sem nada dever a Paris, Nova Iorque, Montevidéu, Porto Alegre, São Paulo, Rio e Buenos Aires, mesmo porque, em suas casas noturnas, vivia-se o mesmo clima dos centros acima mencionados.Quem quisesse assistir a um espetáculo de dança, a um bom filme, conhecer mulheres e artistas famosos, cear um prato do mais requintado cardápio europeu, era só dirigir-se ao local apropriado. E havia muitos.
Dentre as boates de Livramento e Rivera: o Piano Drink Bar, o Danúbio Azul, o Chalé Verde, o Mirador Fronteiriço, a Peggi, o Refúgio e o Farolito; dentre os cinemas poderíamos citar o Cine-Teatro América, o Cine-Teatro Colombo, o Rex, o Astral, o Avenida e o Internacional. Na área de restaurantes e cafés noturnos, o Ponto Chic, o Bar e Churrascaria do Antoninho, o Bar Pingüim, a Gruta Azul, o Marabá, o Bar Europa, o Café Tupinambá, o Palacinho, o já citado Cabellito, o Bar e Café Rio Branco, o Restaurante Pedrinho, o Bar Americano, a Confeitaria City, a Confeitaria Metropolitana, El Rancho Churrasqueria, La Cueva (também denominada La Picada de Los Buenos), Los Barrillitos (todos os móveis imitavam barris de diferentes tamanhos), o Café Tronio e a lancheria e restaurante Sabó.
Dos antigos cafés tradicionais desta fronteira, resta-nos apenas, em Rivera, a City e o Bar Americano que felizmente ainda conservam o seu bom atendimento.
Mas voltemos a Livramento e entremos no bar do Cabellito. Sentados a uma mesa estão os dois Biras (o Bira grande e o Bira pequeno, ambos lutadores de luta livre e boxe, respectivamente), o Michel (bem sucedido vendedor de pianos, mas infelizmente jogador) e o Tonico, famosos notívagos, e o musculoso Lon Chaney ,o popular Loncha, lutador de boxe. Todos os cinco acabavam de chegar no Cabellito, famintos e sem dinheiro, com exceção do Michel, que tinha o suficiente para um carreteiro. Mas nessa irmandade, ou todos comem ou ninguém. De modo que se dirigiram ao restaurante Pedrinho e pediram um carreteiro e cinco garfos. Eram seis horas da manhã.
Enquanto aguardavam o carreteiro, o garçom Lima lhes trouxe uma travessa com fatias de pão. Quinze fatias. O pão os alegrou. Cabiam de direito três fatias a cada um. Mas o bom era comer o pão com o carreteiro. E assim aguardavam a vinda do grande prato comum aos cinco, quando o Lon Chaney, que era completamente calvo, apoderou-se da travessa de pães e enfrentou os olhares dos companheiros,enquanto os ia esfregando,fatia por fatia, na sua gordurosa careca. O Bira grande quis intervir, mas Lon Chaney puxou a travessa e falou:
-- Calma, Bira. Somos cinco. Temos direito a um carreteiro e cinco garfos. Quem paga o carreteiro é o Michel. Eu entro com a manteiga. Mas como vocês não gostam da minha manteiga, e o Michel não gosta de pão, eu como sozinho as quinze fatias.
Olhando-o por cima dos óculos, por detrás do seu bigode grisalho e de sua experiência de notívago, Michel concluiu:
-- Ok, Loncha, já nos encantaste com a tua pilhéria de fim de noite. Agora vamos comer o nosso carreteiro e nos mandar, porque o sol vem vindo aí e pode prejudicar a nossa delicada pele ...
Luciano Machado (Do seu livro O Imperador da Noite)
Para quem não conheceu o bar do Cabellito, ficava ali em frente ao Parque Internacional e era o local de encontro de boêmios e jogadores desta mui valorosa “Fronteira da Paz”.
O episódio a seguir aconteceu na década de 50, quando esta fronteira ainda era o palco da vida noturna, envolvendo toda uma variedade de espetáculos singulares. Era por assim dizer um centro de prazeres e atrações que fazia destas duas cidades, Sant’ Ana do Livramento e Rivera, unidas e irmanadas, o melhor lugar do mundo, sem nada dever a Paris, Nova Iorque, Montevidéu, Porto Alegre, São Paulo, Rio e Buenos Aires, mesmo porque, em suas casas noturnas, vivia-se o mesmo clima dos centros acima mencionados.Quem quisesse assistir a um espetáculo de dança, a um bom filme, conhecer mulheres e artistas famosos, cear um prato do mais requintado cardápio europeu, era só dirigir-se ao local apropriado. E havia muitos.
Dentre as boates de Livramento e Rivera: o Piano Drink Bar, o Danúbio Azul, o Chalé Verde, o Mirador Fronteiriço, a Peggi, o Refúgio e o Farolito; dentre os cinemas poderíamos citar o Cine-Teatro América, o Cine-Teatro Colombo, o Rex, o Astral, o Avenida e o Internacional. Na área de restaurantes e cafés noturnos, o Ponto Chic, o Bar e Churrascaria do Antoninho, o Bar Pingüim, a Gruta Azul, o Marabá, o Bar Europa, o Café Tupinambá, o Palacinho, o já citado Cabellito, o Bar e Café Rio Branco, o Restaurante Pedrinho, o Bar Americano, a Confeitaria City, a Confeitaria Metropolitana, El Rancho Churrasqueria, La Cueva (também denominada La Picada de Los Buenos), Los Barrillitos (todos os móveis imitavam barris de diferentes tamanhos), o Café Tronio e a lancheria e restaurante Sabó.
Dos antigos cafés tradicionais desta fronteira, resta-nos apenas, em Rivera, a City e o Bar Americano que felizmente ainda conservam o seu bom atendimento.
Mas voltemos a Livramento e entremos no bar do Cabellito. Sentados a uma mesa estão os dois Biras (o Bira grande e o Bira pequeno, ambos lutadores de luta livre e boxe, respectivamente), o Michel (bem sucedido vendedor de pianos, mas infelizmente jogador) e o Tonico, famosos notívagos, e o musculoso Lon Chaney ,o popular Loncha, lutador de boxe. Todos os cinco acabavam de chegar no Cabellito, famintos e sem dinheiro, com exceção do Michel, que tinha o suficiente para um carreteiro. Mas nessa irmandade, ou todos comem ou ninguém. De modo que se dirigiram ao restaurante Pedrinho e pediram um carreteiro e cinco garfos. Eram seis horas da manhã.
Enquanto aguardavam o carreteiro, o garçom Lima lhes trouxe uma travessa com fatias de pão. Quinze fatias. O pão os alegrou. Cabiam de direito três fatias a cada um. Mas o bom era comer o pão com o carreteiro. E assim aguardavam a vinda do grande prato comum aos cinco, quando o Lon Chaney, que era completamente calvo, apoderou-se da travessa de pães e enfrentou os olhares dos companheiros,enquanto os ia esfregando,fatia por fatia, na sua gordurosa careca. O Bira grande quis intervir, mas Lon Chaney puxou a travessa e falou:
-- Calma, Bira. Somos cinco. Temos direito a um carreteiro e cinco garfos. Quem paga o carreteiro é o Michel. Eu entro com a manteiga. Mas como vocês não gostam da minha manteiga, e o Michel não gosta de pão, eu como sozinho as quinze fatias.
Olhando-o por cima dos óculos, por detrás do seu bigode grisalho e de sua experiência de notívago, Michel concluiu:
-- Ok, Loncha, já nos encantaste com a tua pilhéria de fim de noite. Agora vamos comer o nosso carreteiro e nos mandar, porque o sol vem vindo aí e pode prejudicar a nossa delicada pele ...
Luciano Machado (Do seu livro O Imperador da Noite)
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